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Prefeito Chico Dumont adia início de autuações pelos radares móveis em Matão

radar - 02Na tarde de quinta-feira (29/06), o prefeito Chico Dumont determinou o adiamento do início das autuações por parte dos radares móveis, que estava inicialmente previsto para o domingo, dia 1º de junho.

Desta foma, os radares continuam em fase de testes, ou adaptação, por tempo indeterminado, até que se discuta essa questão. “Há muito tempo que tratamos dessa questão dos radares. Já houve, inicialmente, um longo período de testes, treinamentos, preparação.

Algum tempo depois novos testes foram feitos, e nos últimos 30 dias um período de adaptação. Existe uma lei de 2007, que sequer foi regulamentada, inclusive foi promulgada pela própria Câmara Municipal, que é muito controversa. Por exemplo, na prática, quando devemos começar a contar o prazo de implantação? A partir dos primeiros testes, a segunda fase de testes, ou a partir do período de adaptação?

Por isso, e outras situações, essa lei é controversa. Talvez seis meses de prazo seja um período muito longo. Vamos estudar essa questão e debater com os vereadores, para ver se existe a necessidade de alterar a lei”, disse o Prefeito. A implantação dos equipamentos, que visa coibir os eventuais excessos de velocidade cometidos, faz parte de um processo mais abrangente da Prefeitura de Matão.

Um dos passos dessa ação foi a colocação de novas placas de sinalização de trânsito, e de um amplo estudo para averiguar as velocidades compatíveis para as vias do município. Mais de 200 placas foram colocadas, e está havendo um processo de adaptação e treinamento, envolvendo agentes de trânsito e motorista.

A Prefeitura tomou o cuidado de contratar um especialista em transporte e trânsito, o engenheiro Eduardo Vitor Kfouri, para fazer um diagnóstico da cidade e estabelecer os limites de velocidade, de acordo com a característica de cada local. Depois de concluído o estudo, acontece um período de adaptação, com os equipamentos operando nas ruas, fazendo a aferição, mas sem que os motoristas sejam penalizados.

Estão em operação três radares estáticos portáteis, conhecidos como radares móveis, que poderão ser deslocados para vários pontos, devidamente sinalizados com placas de “velocidade máxima permitida” e placas indicativas de “fiscalização eletrônica”. “É importante deixar bem claro a posição do prefeito Chico Dumont, e do Departamento de Trânsito, que a intenção não é criar uma fábrica de multas, mas sim, coibir os abusos de velocidade, melhorar o trânsito e, consequentemente, evitar acidentes que geram um transtorno muito grande para todos.

Sempre investimos muito em placas, sinalização de solo, semáforos e recuperação das vias. Agora, a implantação dos radares móveis é mais um passo para a modernização do nosso sistema de trânsito, mas que de nada servirá se os motoristas não se conscientizarem que ultrapassar o limite de velocidade é prejudicial para a sua própria vida e a de seus familiares”, ressaltou o diretor da Divisão de Trânsito, José Nildo Dantas Silva, o Galego.

Os radares estão sendo posicionados de forma rotativa, e continuará sendo assim, em vários pontos da cidade, envolvendo vias urbanas e estradas vicinais, como avenida Baldan, avenida Trolesi, rua São Lourenço, avenida Padre Nelson, rua Sinharinha Frota, avenida Francisco Mastropietro, avenida Laert Tarallo Mendes e avenida Ludwig Eckes, todas com velocidade máxima de 50 km/h.

Também serão fiscalizadas a Via Engenheiro Milcíades Bottura, Via Clito Bastia, Via Carl Fischer, Via Narciso Baldan, Via Carlos Fernando Malzoni e Rodovia do Trabalhador, com velocidade máxima de 60 Km/h. Os radares terão rotatividade diária e já está em andamento um amplo trabalho de divulgação com antecedência dos pontos onde serão instalados.

Os usuários poderão consultar os locais no site da Prefeitura na Internet, no endereço eletrônico www.matao.sp.gov.br, pelo telefone 3383-4045, ou ainda, por meio dos veículos de comunicação do município, como rádios, TV, sites de notícias e jornais impressos. Sobre as discussões em torno do assunto, principalmente no quesito velocidade, o engenheiro Eduardo Kfouri explica que as vias urbanas onde foram estabelecidos os locais para colocação dos radares móveis têm a mesma característica, e não são vias de trânsito rápido. “O Código de Trânsito Brasileiro no item dos conceitos e definições, define via de trânsito rápido como aquela caracterizada por acessos especiais com trânsito livre, sem interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível”, informou.

Kfouri esclarece ainda, que quanto ao limite de 60 km/h na Via Clito Bastia, por exemplo, a velocidade está de acordo com a diretriz da estrada. “A comparação de que no trecho de Araraquara, quando termina o limite de município, a velocidade permitida é de 80 km/h não serve. O trecho de Matão é cheio de curvas, altamente sinuoso.

Temos números significativos com tombamentos e capotamentos por velocidade inadequada para o trecho. Inclusive, neste ano já tivemos uma morte registrada. O trecho de Araraquara tem várias velocidades permitidas, 80 km/h, 70 km/h, com redução para 40 km/h no trecho de Bueno de Andrada.

Enfim, são características completamente diferentes”. Outro dado muito interessante, apontado pelo especialista, que talvez muitas pessoas não saibam, e que foi divulgado a partir de um relatório da Organização Mundial de Saúde sobre Gestão da Velocidade, é que, a maior parte dos pedestres sobrevive a um atropelamento por um automóvel transitando a 30 km/h, enquanto que a maioria deles morre, quando atropelados por um veículo andando a 50 km/h.

Kfouri destaca também, que a introdução de radares na cidade pode trazer uma considerável economia social, considerando-se os gastos evitados com a redução dos acidentes, incluindo-se aí, os custos médicos e funerários, os reparos dos veículos, o tempo da polícia e do sistema judicial e a perda de produção. “Para se ter uma ideia, estima-se que, somente em Matão, em 2013, os custos globais gerados pelos acidentes foram de aproximadamente R$ 15 milhões.

Por isso, o acidente de trânsito atualmente é considerado um caso de saúde pública pelas organizações internacionais”, finaliza o engenheiro.  

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