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Ligações clandestinas na região: Matão ocupa 2º lugar em furto de energia e acende alerta para riscos legais e de morte

Dados recentes da CPFL Paulista revelam que Matão ocupa o segundo lugar no ranking de irregularidades no consumo de energia elétrica na região, no primeiro semestre de 2026, a cidade registrou 32 ocorrências de ligações clandestinas, conhecidas popularmente como “gatos”, ficando atrás apenas de Araraquara, que lidera a lista regional com 137 casos contabilizados.

O avanço desse tipo de crime na região preocupa as autoridades e a distribuidora de energia, não apenas pelo prejuízo financeiro causado à comunidade — já que o custo da energia furtada é parcialmente repassado às tarifas dos demais consumidores —, mas principalmente pelas graves consequências judiciais e pelo risco iminente à vida.

O que diz a lei: Penas severas e fim da fiança imediata

A prática do “gato” deixou de ser vista como um delito menor pela Justiça. Dependendo de como a irregularidade é cometida, o responsável pode responder por dois crimes diferentes previstos no Código Penal Brasileiro:

  • Furto de Energia (Artigo 155 § 3º): Caracteriza-se quando a pessoa faz uma ligação direta na rede ou no poste, desviando a eletricidade antes que ela passe pelo relógio. Com o recente endurecimento das leis para crimes patrimoniais pela Lei nº 15.397/2026, a pena para furto simples aumentou, passando a ser de 1 a 6 anos de reclusão, além de multa.
    • Fim da Fiança na Delegacia: Como a pena máxima agora ultrapassa os 4 anos, o delegado não pode mais arbitrar fiança na delegacia. O infrator é preso em flagrante e obrigado a passar por uma audiência de custódia com um juiz.
  • Estelionato (Artigo 171): Ocorre quando o morador ou comerciante adultera o medidor de energia (rompendo lacres ou manipulando o relógio) para que ele registre um consumo menor do que o real. A pena prevista é de 1 a 5 anos de reclusão e multa.

Além de responder criminalmente e correr o risco de prisão, o infrator é obrigado a quitar retroativamente toda a energia que foi furtada, somada a multas administrativas pesadas aplicadas pela concessionária. Vale destacar que pagar a dívida posteriormente não anula o processo criminal.

O perigo invisível: Alto risco de morte por eletrocussão e incêndios

O aspecto mais alarmante do desvio de energia é a falta de segurança nas instalações. Quem realiza um “gato” manuseia a rede de alta e média tensão sem os equipamentos de proteção necessários e sem qualificação técnica. Os principais riscos à vida incluem:

  • Eletrocussão imediata: Choques elétricos na rede aérea ou nos postes costumam ser violentos e, em uma quantidade expressiva de casos, são fatais.
  • Curtos-circuitos e Incêndios: As ligações clandestinas utilizam fios inadequados, sem disjuntores ou dispositivos de segurança. Isso provoca superaquecimento dos cabos, podendo queimar os eletrodomésticos da própria casa e gerar incêndios de grandes proporções na residência ou na vizinhança.
  • Sobrecarga e Explosões: O “gato” puxa uma carga de energia que a rede local não está preparada para suportar. Isso pode danificar transformadores da rua, causando explosões, falta de luz em bairros inteiros e colocando em risco pedestres que circulam perto dos postes.

Furtar energia coloca em risco a liberdade do praticante, pesa no bolso de toda a população e, acima de tudo, pode custar a vida de pessoas inocentes. Denúncias contra fraudes e ligações clandestinas podem ser feitas de forma totalmente anônima diretamente nos canais de atendimento da CPFL Paulista